Vou fazer uma pequena interrupção na narração cronológica, para neste dia do Pai prestar uma homenagem ao meu Pai.
Sei que ele não tem acesso á Internet nem percebe nada de computadores, mas sei que irá ter oportunidade para ler este pequeno texto.
E voltando aos meus cinco anos e á ida para a Escola Primária. Nesta altura saímos pela primeira vez da alçada dos nossos pais e passamos a estar também sob a alçada do(s) professor(es). Altura esta, também, para começar-mos a ouvir os conselhos dos nossos pais, até porque de Marcelim a Vila Viçosa o caminho é longo, e embora se pense que não, os perigos existem.
Claro está que com 5 anos não damos grande, ou mesmo nenhum, interesse a essas recomendações. Queremos é ir para a escola e fazer todas as brincadeiras e asneiras eu nos apetecerem naquele momento, esquecendo as recomendações dos pais.
Vamos crescendo, e vamos ganhando consciência das coisas, daquilo que podemos e devemos fazer, e também daquilo que não podemos nem devemos fazer.
Durante a vida vamos recebendo conselhos, deste, daquele, do outro…. E também, e certamente os melhores, dos nossos pais. Mas até uma certa idade achamos sempre que nós é que estamos certos, e que aqueles “velhos” – os nossos pais – são é uns chatos de todo o tamanho. Será que não se lembram que já tiveram a nossa idade e também faziam muita coisa mal? Agora alguns anos mais tarde percebo que tinham razão. Por terem sido daquela nossa idade e por terem feito as mesmas coisas que nós é que eles nos diziam o que seria melhor e o que não seria.
Não ainda há muito tempo que o meu pai me dizia: “quem corrige ama”. Achava aquilo ridículo…. Hoje, se calhar porque também já sou pai, digo-lhe que faz o todo o sentido.
Todo o pai que realmente ama o seu filho quer o melhor para ele. E se o corrige, se lhe dá conselhos, se ralha com ele, é porque sabe que ele é capaz de ser e fazer melhor. É porque quer que ele um dia, possa dizer o mesmo que eu: OBRIGADO PAI, pelas palmadas que levei, ou que deixei de levar (sinceramente não me lembro de levar), obrigado pelos raspanetes que ouvi, obrigado pelos conselhos que ouvi, embora ás vezes não estivesse a ouvir. Obrigado por todos aqueles sacrifícios que fizeram para que nada me faltasse.
SIMPLESMENTE OBRIGADO PAI, e espero que um dia o meu pequeno piolho me possa dizer o mesmo.
Sem comentários:
Enviar um comentário