sábado, 7 de julho de 2012

O Inicio

Hoje em dia, com estas novas tecnologias, qualquer um de nós pode ter um blog, um site, ou o que quer seja, sobre os mais variados assuntos.
Então eu resolvi, criar este blog, onde vou contar a história, ou partes da história da minha vida. Possivelmente, serão poucos que irão ler, ou aqueles que acharão que a mesma não tem interesse nenhum, mas também não pretendo tirar qualquer beneficio disto, apenas pretendo passar algum do meu tempo livre a fazer algo diferente.
É claro que as lembranças dos meus primeiros anos de vida não são muitas, por isso vou começar por aquilo que me recordo.
Segundo os meus pais, e aquilo que consta no registo de nascimento, nasci no dia 09 Dezembro de 1980, por volta das 10 horas, no já extinto Hospital de Cinfães. Era um rapaz bem composto fisicamente, pois pesava mais de três quilos, no entanto não foi um parto fácil, porque não tinha grande vontade de sair (possivelmente estava mais quente dentro do útero materno). Foi tão difícil que queria sair com uma mão agarrada a uma das orelhas (talvez por isso sejam assim tão grandes), mas após alguma luta, as enfermeiras e parteiras lá conseguiram que nascesse. Mas ao chegar ao novo mundo, queriam que eu chorasse, mas não estava para ai virado e fui logo vitima de uma açoitamento tal que tive mesmo de chorar.
Após alguns dias no Hospital e após ganhar uma bela camada de piolhos, lá fui com a minha mãe para a nossa casa, ou melhor, para a casa dos meus avós paternos, pois vivíamos todos juntos.
A partir deste momento, contam que eu não gostava muito de dormir, ao contrário do que acontece actualmente. Segundo os relatos dos meus pais, terei feito com que passassem algumas noites em branco….
O tempo foi passando, como tal fui crescendo. Sendo filho único, a minha prima Cristina, um ano mais velha, tornou-se na minha companheira de muitas aventuras em casa dos nossos avós, ou no quintal, ou mesmo no palheiro, que mais tarde foi transformado na casa de férias do Tio Abílio, onde gostávamos de brincar com um cão magnífico que os meus avós tinham e que se chamava “Patusco”.
Esse cão maravilhoso, que sempre acompanhava o meu avô Vitorino, quando este ia com as vacas e o gado (leia-se - ovelhas e cabras), e que estava sempre pronto a defende-las dos ataques ferozes, dos lobos que naquela altura calcorreavam aqueles montes. Perdem-se de conta as vezes que foi atacado por esses lobos, mas sempre mantinha o seu rebanho seguro. Perdem-se de conta as vezes que, esse animal fantástico, chegou a casa alagado em sangue, mas com o sentido do dever cumprido, pois tinha defendido com unhas e dentes o seu rebanho.
Este rebanho de cabras e ovelhas que sempre acompanhavam as vacas dos meus pais no pasto, fosse ele nos campos ou nos montes, e que ainda hoje assim acontece.
Esse rebanho que eu com cerca de 5/6 anos me habituei a acompanhar e a guardar sempre ensinado e auxiliado pelo meu avô que Deus tem. Na altura com cerca de 80 anos e agarrado a uma bengala o meu avô Vitorino fazia questão de me acompanhar no pastoreio destes animais. Foi com ele que aprendi, que sempre que chegávamos com os animais a algum local deveríamos sempre dar dois ou três gritos em voz alta. Acreditavam eles, que estes gritos poderiam afugentar qualquer lobo, que por ali estivesse á coca da sua presa. Aprendi também que os lobos mais facilmente atacam as ovelhas que as cabras. Isto porque as cabras ao serem atacadas começam ao balir, ao contrário das ovelhas que permanecem “mudas”.
Com 5 anos foi também altura de entrar para escola. Uma nova e diferente etapa na minha vida……

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