sábado, 7 de julho de 2012

A escola - o caminho

As aulas da parte da manhã tinham inicio por volta das 8H15. Significa que o percurso de cerca de uma hora por caminhos e carreiros, tinha de começar cerca das 07H15. Implica isso que, crianças de 6/7 anos, como nós, tínhamos que nos levantar ainda antes das 7horas.
Nos dias de hoje diziam que seria maus tratos a crianças. Mas naquela altura, e numa aldeia do interior ninguém sabia o que era isso das Comissões de Protecção de Crianças. E eramos tão felizes.
Cada um de nós ia a casa do outro chamar. Depois juntos chamavamos um terceiro, depois um quarto e assim sucessivamente até estarmos todos. Assim, bem cedinho, e por vezes com temperaturas negativas e chuva/neve, começava a nossa caminhada desde Marcelim até Vila Viçosa. A distancia e o frio eram combatidas com brincadeiras tipicas de crianças. Mas que felizes eramos.
Ao chegarmos a um local denominado "Alvar", já bem proximo da escola, e de onde conseguiamos ver facilmente esta bem como o recreio envolvente, a nossa maior preocupação era descobrir o carro do(a) professor(a) estacionado nas imediações. Caso ainda não estivesse, continuava a brincadeira pelo caminho.
Depois de chegar à escola, nos dias de Inverno era tempo de junto do aquecedor, secar a roupa que eventualmente fosse molhada, aquecer as mãos e trocar as galochas pelas fantasticas pantufas (que se podem ver na foto). mas que felizes que éramos.
Já mais aconchegados, era tempo de trabalhar. Corrigir os trabalhos de casa e aprender coisas novas.
No final do 1º ano o Professor Armando iria comunicar quem transitava e quem não transitava de ano. Tive a felicidade transitar para a 2ª classe. Sim porque na altura era assim que se chamava.
Na 2ª classe iria ter um novo professor. Neste caso uma professora. Seria ela a professora Vitória. Com esta mudança de ano e professor, mudaram também os horários. Deixei de ter aulas no periodo da manha e passei a ter no periodo da tarde.
Assim de manha dava para dormir mais um pouco. Não muito mais, porque sempre havia alguma coisa para fazer no campo e o meu pai não prescindia da minha ajuda. Mas que feliz eu era.

E a história irá continuar....

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